Liberte-se menina

texto66Liberte-se menina, dos seus amores não correspondidos, e de todas as suas desilusões. Liberte-se dos seus medos e de todas as coisas que não deixar você viver os seus sonhos.

Viva não tenha medo de viver. A estrada da vida ás vezes é curta, ás vezes tem paradas muitas vezes tem curvas, mas sempre tem um fim. Não temas o passado, e nem ser preocupe com o futuro, viva o presente. Se der vontade de dançar, dance, como jamais houvesse o amanhã. Não ligue para o que as pessoas irão pensar. Liberte-se de tudo e de todos. Brinque mais vez na chuva. Roube um beijo de alguém que você tanto gostar. Diga para alguém que você o amar. Abrace alguém como você gostaria que fosse abraçada. Sorria sempre que puder, não deixe que ninguém tire esse seu lindo sorriso. E se você for chorar, que seja de tanto rir, e ser não for, que seja de felicidade. Porque menina, ninguém merece suas lágrimas de tristeza. Liberte-se menina de tudo que faz mal para você.

Leia mais livros se encante com todas as histórias que você ler. Construa o seu “mundo”, e mostre para as pessoas que lá os sonhos podem virá realidade. Liberte-se dos seus sonhos que não conseguiu ser realizados, não fique frustrada muitas coisas não dão certo, porque haverá coisas melhor esperando por você. Descubra novas coisas, algo que ninguém imaginou que pudesse existir, mas que você acredita que existe. Descubra o horizonte mostre para o mundo que o horizonte existe, e que não é apenas uma utopia.

Sempre que ouve vontade de cantar, cante. Não ligue se as pessoas irão te chama de louca, o que menos importa é o que as pessoas irão achar. Não a nada melhor do que sair cantando ao vento.

Liberte-se menina, saia desse casulo que você está presa. Abra as asas e voei. Voe pelo mundo, e conheça novas pessoas, conheça novas culturas, descubra o seu verdadeiro. Apenas ser liberte-se.

DE AMOR EM AMOR

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Um dia desses desisti de ser eu. Cortei o cabelo. Arranquei você em cada fio que foi ao chão. E então, dormi tranquila. Depois acordei me sentindo sozinha. E sabe o que a gente sente quando isso acontece? Dor. Dói muito não ter ninguém para abrir o coração quando a madrugada chega. E então, logo que acordei, decidi mudar completamente, fiz uma tatuagem. Eu esperava que a cada vez que a agulha fincasse no meu corpo, eu sentisse uma dor superior a de não ter um “por quê” para sentir dor. Amar dói.

Não me lembro muito bem o momento em que me tornei tão clichê. Ficar por aí divagando sobre o amor e seus desastres não é para mim. Ou será que é? Não sei. Parece que acordei sem identidade. Sem porquês. Sem dúvidas. Sem sonhos. Simplesmente acordei. E me vi no espelho. Egocentrismo a parte, eu estava linda. Me senti leve. E descobri que não parei mais para me observar. É trabalho, faculdade, amigos, festas, trabalho, trabalho, trab… E eu? E meu eu de verdade? Ainda tenho um coração?

Acontece que o amor às vezes é um porre. A gente se deixa levar, para cair logo adiante. E nos afundamos tanto em mágoas e dores, que nos esquecemos de viver. E não se pode abandonar a própria vida para viver a de outra pessoa, entende? Vai me dizer que nenhuma garota no mundo nunca teve vontade de se vingar daquele babaca que a deixou sozinha numa festa qualquer? Ou de pedir desculpas a alguém que não dá (nem nunca deu) a mínima para ela? E a vida se torna uma eterna busca pelo inalcançável. A gente quase sempre quer salvar um amor que morreu. Ou que, às vezes, nem chegou a existir. E isso é cansativo. Viver em função de um outro alguém soa mórbido para mim.

Eu estou leve. E livre. Não vou me permitir mais fazer qualquer tipo de loucura que me coloque em segundo plano. Eu sou o centro do meu próprio universo e nada vai mudar isso. Eu decidi que preciso ser mais áspera. De amor em amor, a gente deixa de ser rosa vermelha para virar cactus. Endurece, deixa de fechar os olhos para não enxergar a falta de inocência humana. De amor em amor, a gente cresce, deixa de confiar e mais umas outras mil coisas acontecem. De amor em amor, a gente se perde, aí vem alguém e nos encontra de novo. De amor em amor, a gente vive. Amar dói, mas a solidão de não ter a quem amar, fere muito mais.

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Sobre a autora: Raiane Ribeiro, 20 anos, publicitária em formação, psicóloga de amigas com relacionamentos frustrados. Leia o seu blog!