Desfazendo os nós e os laços

texto359Apaguei o seu nome do fundo do verso do meu caderno. Você deve achar que estou fazendo papel de uma adolescente dramática e boba. Eu só terminei o que você começou: que foi me apagar da sua vida. Eu sei, que não sou tão boa quanto você nesse quesito de esquecer as pessoas. É que eu acabo criando laços que são difíceis de consegui desamarra-los. Eu tenho essa perspectiva que as pessoas vão permanecer eternamente ao meu lado. Ás vezes esqueço que nem tudo depende de mim.

Eu só queria que você tivesse permanecido aqui, como em todas as noites que eu precisava de um ombro amigo, de alguém para dividir todos os meus segredos e medos. E você, acabou deixando eu construí muros sem alicerce. Acho que você já sabe como isso terminou? Na primeira ventania que deu, desmoronou. Só bastou um sopro para que tudo acabasse. Acho que esse amor só existia nos meus sonhos. Quem sabe nunca existiu você e eu? Era apenas você e você, e nada mais.

Mas não se preocupe comigo, que, devagarinho eu vou superando você. Eu vou me desfazendo de todas as lembranças que você deixou aqui. Vou apagando cada uma delas com uma borracha, como em um papel em branco, fingindo que nunca existiu.

Então término aqui, o que você não teve coragem de terminar. Aqui eu desfaço os nós, os laços e tudo que um dia pode de uma forma nos ligar. Espero que não seja tarde para você percebe isso, e se um dia, você senti a minha faltar, lembre-se: que o amor pode ser substituído e, você também.

Cultive o amor próprio. E o resto vem!

comportamento-amor-proprioDurante a fase da adolescência eu amava fica vendo fotos de modelos e famosas desejava ser como elas, tem o corpo, o cabelo e até mesmo a personalidade. Eu queria ser algo que não tinha nada haver comigo. Eu invejava as meninas da minha escola, eram todas lindas, cabelos impecáveis e o corpo escultural. Me sentia como se fosse um patinho feio (só que no desenho o patinho feio se transforma em cisne!). Considerava uma garota estranha, não feia, mas diferente. Mas eu gostava de ser como eu era magra, nem tão alta e nem tão baixa – altura mediana e com uma personalidade indefinida. Essa sou eu, nada e ninguém pode mudar o que eu sou. E foi exatamente há dois anos que venci essa fase da aceitação.

Sei que muitas meninas viver isso todos os dias com a não aceitação do seu corpo, seu cabelo, do seu rosto e até mesmo da sua personalidade. Tentando a qualquer custo se transforma em outra pessoa, ainda mais na adolescência onde a vida parece ser tão complicada. Você pode muitas vezes olhar no espelho e não gostar do que refletir nele.

Pare de dar ouvido ao que as pessoas dizem. Que você está acima do peso ou que está muito magra. Seu cabelo não ficar legal cacheado, não ficar bonita de cabelo alisado. E pra que raspou as laterais do cabelo? É tão feio! Você ficar estranha de cabelo colorido. Essas pessoas sempre vai achar um defeito para ficar te criticando, são inseguras com elas mesmas, não deixe que a opinião dos outros prejudique você.

Sabe quando a gente plantar uma florzinha e ficar regando, cultivando ela, até crescer e depois ela florescer? O amor próprio, tem que cultiva-lo todos os dias com muito cuidado, e assim, ele começa a nascer e depois vai florescendo.

Do que adianta você amar outra pessoa e não tiver o amor próprio? Talvez seja duro de ouvir isso, mas não queira que alguém te ame enquanto você não se amar. Porque o amor próprio, é isso, primeiro você se amar e depois amar alguém. É complicado? Não, não é. É egoísmo? Também não! É só o amor próprio. Esse é um dos primeiros amores que se deve ter na vida. Cultive-o, regue-o todos os dias e deixe que o resto venha. Comece amando cada um dos seus defeitos e veja que você é mais do que um espelho consegue refletir.