Saudade…

texto359 Saudade… Não consigo entender como uma palavra tão simples, só de ouvir é tão dolorida. Nada nesse mundo tem mais toneladas do que a saudade, nada. Saudade é uma dor imensurável e sufocante presente em cada hiato. É sentimento que esmaga o peito como se fosse concreto. A saudade é a vírgula quilométrica, sem ponto final. Se existe algo pior que saudade, por favor, não me apresente. Eu não quero conhecer. É algo difícil de explicar quando você menos pensar já está com saudades de algo ou alguém. Não importa de quem seja. De um ex- namorado, de um amor que já partiu, de uma amiga que não conversa mais, de um parente que se foi, dos amigos de infância, dos momentos que não vão existir nunca mais. E tudo resolver ir embora, menos a saudade, ela fica. Não tem como ela insiste em ficar, é algo que não conseguimos nós livrar. Ela é persistente, vai insisti em ficar, e vai sempre fazer lembrar de momentos que nunca mais vai existir.

Ela é devastadora, quando você menos imaginar ela vai entrar na sua casa sem ser convidada, vai te fazer abrir álbuns de fotografia, sentir cheiro do perfume de alguém, lembrar de sorriso, e um abraço, até um simples “oi” ela é capaz de te fazer lembrar. A saudade transforma qualquer música em motivo para pensar naquilo que partiu. Ela é assim, não ligar para o que você irá sentir. Ela doer, destrói, não, ela não ligar se vai te fazer sofrer. Talvez ela não seja a vilã da história, com a saudade aprendemos a dar valor nas coisas e pessoas. Ela nos ensina da forma mais dolorida, que em um minuto nós temos, e em segundos podemos perder. Ela mostrar que quando não sabemos valorizar virar apenas lembrança. E lembranças, lembrar saudade. Saudade ela relembrar o passado, desfocar o futuro e congela o presente. Desconheço alguém que não tenha sofrido com a saudade.  Não tem como proteger dela, ela sempre ira existir, queira você, ou não. 

Só não se afete com a saudade, sinta ela, mas lembre – se, que se foi para nunca mais voltar, apesar de tudo junto dela sempre vem recordações boas. O passado ficou lá atrás, e a saudade ficou junto com ele. Ela é persistente sempre vai querer voltar. Mas lembre – se, quem tem a chave de casa é você, e não ela.

Você é forte menina

texto320 Levante desse chão frio. Enxugue essas suas lágrimas, pentear esse cabelo. Ser arrume. Menina, não chore por aquele babaca, ele não merece um terço dessas suas lágrimas. Não fique chorando pelo simples fato dele não te amar! Pode até doer, mas saiba que realmente não vale a pena derramar suas lágrimas em vão. Vamos se arrume. O mundo lá fora está tão lindo e você trancada nesse quarto tão frio. Eu sei que ta doendo, mas o mundo lá fora ninguém vai ligar para o que você está sentindo. Engole o choro. Seja forte menina, você conseguir, aliás você sempre consegue. Coloque um lindo sorriso nesse seu rosto, ninguém merece suas lágrimas, e muito menos ver seus olhos inchados de tanto chorar. Apenas sorria, sei que é difícil colocar um sorriso, quando a única coisa que você deseja é chorar. Ele não merece ver você chorando, finja que ele não sabe que é a razão pela suas lágrimas. Lembre-se sempre que você só poderá exigir o amor de alguém quando aprender a amar a si própria.

A vida não é como os filmes de comédia romântica, nem tudo são flores, mas também nem tudo são espinhos. Por que sempre vai existir um novo dia para você poder errar e recomeçar. Se cair levante e caminhe, você é forte. Só não vale desanimar.  Eu sei ta difícil, mas vai passar, tudo passa.

Calma menina, você é nova ainda, vai ter muitos amores para viver, e muitos erros para comete, só não vale desistir. E um dia você vai conhece alguém que vai fazer os seus dias ser os melhores, que não vai fazer você chorar – ao menos que seja de tanto rir. Tu vai amar e será amada. Mas antes você vai sofrer muito no amor. Você vai conhecer vários babacas, só não deixe que eles partam o seu coração. Nem todos saberão te valorizar, mas não desista, você não nasceu para ser perfeita e muito menos para agradar os outros.  Me promete, que você vai tentar ser forte, e nunca mais irá chorar por um simples idiota?

Saia desse quarto, enfrente tudo e todos. Não vá desanimar. No fundo você saber que é forte.

DE AMOR EM AMOR

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Um dia desses desisti de ser eu. Cortei o cabelo. Arranquei você em cada fio que foi ao chão. E então, dormi tranquila. Depois acordei me sentindo sozinha. E sabe o que a gente sente quando isso acontece? Dor. Dói muito não ter ninguém para abrir o coração quando a madrugada chega. E então, logo que acordei, decidi mudar completamente, fiz uma tatuagem. Eu esperava que a cada vez que a agulha fincasse no meu corpo, eu sentisse uma dor superior a de não ter um “por quê” para sentir dor. Amar dói.

Não me lembro muito bem o momento em que me tornei tão clichê. Ficar por aí divagando sobre o amor e seus desastres não é para mim. Ou será que é? Não sei. Parece que acordei sem identidade. Sem porquês. Sem dúvidas. Sem sonhos. Simplesmente acordei. E me vi no espelho. Egocentrismo a parte, eu estava linda. Me senti leve. E descobri que não parei mais para me observar. É trabalho, faculdade, amigos, festas, trabalho, trabalho, trab… E eu? E meu eu de verdade? Ainda tenho um coração?

Acontece que o amor às vezes é um porre. A gente se deixa levar, para cair logo adiante. E nos afundamos tanto em mágoas e dores, que nos esquecemos de viver. E não se pode abandonar a própria vida para viver a de outra pessoa, entende? Vai me dizer que nenhuma garota no mundo nunca teve vontade de se vingar daquele babaca que a deixou sozinha numa festa qualquer? Ou de pedir desculpas a alguém que não dá (nem nunca deu) a mínima para ela? E a vida se torna uma eterna busca pelo inalcançável. A gente quase sempre quer salvar um amor que morreu. Ou que, às vezes, nem chegou a existir. E isso é cansativo. Viver em função de um outro alguém soa mórbido para mim.

Eu estou leve. E livre. Não vou me permitir mais fazer qualquer tipo de loucura que me coloque em segundo plano. Eu sou o centro do meu próprio universo e nada vai mudar isso. Eu decidi que preciso ser mais áspera. De amor em amor, a gente deixa de ser rosa vermelha para virar cactus. Endurece, deixa de fechar os olhos para não enxergar a falta de inocência humana. De amor em amor, a gente cresce, deixa de confiar e mais umas outras mil coisas acontecem. De amor em amor, a gente se perde, aí vem alguém e nos encontra de novo. De amor em amor, a gente vive. Amar dói, mas a solidão de não ter a quem amar, fere muito mais.

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Sobre a autora: Raiane Ribeiro, 20 anos, publicitária em formação, psicóloga de amigas com relacionamentos frustrados. Leia o seu blog!