A Cinderela pelo avesso

texto86Cinderela vestiu sua calça jeans desbotada e colocou o seu tênis todo surrado. Em uma segunda-feira qualquer. Na sua mochila a sua agenda que ela não podia viver sem, lá ela escrevia algum dos seus devaneios e o seu celular que era algo tão indispensável quanto a sua agenda. Cinderela foi a um cafezinho qualquer antes de começa mais uma das suas rotinas tão cansativa. Ela precisava repor suas energias. Depois de uma semana tão exaltas de estudos e trabalho. Ela só queria descansa um pouco. Só que ela sabia que sua agenda era muito tumultuada.

Sentou-se do lado da janela onde ela conseguiu se sentir mais confortável e ficou observando as pessoas que entravam. Reparou que sua vida era tão corrida quanto das outras pessoas que iam e viam. A única coisa que conseguia fazer para relaxar era ouvir suas músicas favoritas. No final das contas ela nem tava prestando atenção nas suas músicas que tava tocando. Qualquer coisa acabava chamando a sua atenção. Estava tentando se desligar um pouco do seu mundo.

Colocou a sua agenda na mesa e viu que seu dia ia ser corrido como todos os outros. Tomou um pouco de café bem amargo para aumentar o seus ânimos. Isso conseguia relaxar ela um pouco. Começou a escrever algo na sua agenda. Ela acabava escrevendo como ser fosse o seu diário.

Cinderela via que escreve o que sentia acalmava todos os sentimentos.

Ela colocou uma música de novo para ouvir, simplesmente queria se desligar quantas vezes fosse possível. Dessa vez ela escolheu Imagine Dragons, ou melhor, a música que a definia no momento que era Demons.  Talvez ali estivesse o sentido de algumas coisas da sua vida, porque ela sentia que apenas aquilo acalmava todos os seus problemas. Ela só queria ter uma fada madrinha que a transformasse em uma princesa e perdesse seu sapatinho de cristal para o seu príncipe vir atrás. Cinderela se sentia como uma gata borralheira.

Ela era uma garota contemporânea, nunca acreditou nisso de princesas e príncipes. E principalmente em sapatinhos de cristal. Vai ver que ela era uma Cinderela pelo avesso.

Como ela era um pouco distraída acabou derramando café na sua calça. E ás vezes acabava distribuindo um palavrão chulo sem querer. Algumas pessoas olharam em sua direção, mas isso não importou. Se limpou com os guardanapos que tinha na mesa. Reparou que sentado no balcão tinha um cara te reparando. Ela ficou com vergonha do escândalo que tinha dado. Ele devia ter seus 25 anos mais ou menos. Tinha cabelos castanhos claros, devia ter 1,80, pele clara, barba por fazer e estava vestindo um terno escuro. Aparentemente trabalhava em algum escritório. Ela olhou de novo em sua direção e ele sorriu pra ela, e ela foi cordialmente educada correspondeu com um belo sorriso.

Quando olho no seu relógio já estava atrasada foi para o balcão não do lado dele, mas sim onde estava o atendente pagou a conta e saiu correndo para mais um dia de trabalho. Ela ia dizer que não, mas parecia Cinderela correndo para ir logo pra casa, para a madrasta não descobrir que ela tinha indo ao baile. Só que nessa história era diferente ela correu pra não chegar atrasada por causa do seu chefe. Bateu ponto faltando apenas 2 minutos correu para o seu computador. Tirou tudo que estava dentro da sua mochila, tava seu celular, suas canetas, bloquinhos de notas e alguns papéis velhos. O mais importante não estava lá, que era a sua agenda, o seu coração não parava de palpita. De repente, a recepcionista falou que tinha um moço alto que queria ler entrega algo.

Cinderela desceu correndo as escadas na esperança que fosse sua agenda. Bom era sua agenda mesmo, mas ela ficou surpresa com quem tinha trazido a sua agenda. Era o moço sentado no balcão. O mesmo que tinha sido a primeira pessoa a sorrir pra ela naquela manhã tão tediosa. Ele contou que trabalha bem perto dela então, resolveu trazer pra ela. Foi cordial com ele e agradeceu por ter trazido sua agenda. Quando ele se despediu continuo observando ele sumindo entre os carros. No meio de uma das páginas da sua agenda havia um papel, começou a ler imediatamente “Cinderela você saiu correndo do café, acho que encontrei a sua agenda, se você não tiver nada pra fazer amanhã te convido para tomar café da manhã comigo, só não poder sair correndo. Desculpa acabei pegando o número do seu telefone que está na agenda”. Ela fechou sua agenda com um sorriso que ia à orelha, ninguém conseguia entender porque ela estava tão feliz. Nem ela mesma.

Cinderela percebeu que não precisar de nenhuma fada madrinha, e muito menos um vestido elegante. Ela viu que o seu dia podia ser difícil, mas o destino poderia conspirar ao seu favor.


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